Residência

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Universidade de São Paulo

Departamento de Neurologia – Disciplina de Neurocirurgia
Programa de Residência médica: Neurocirurgia
Tempo total: 5 anos
Pré-requisito: estar cursando o Programa de Residência em Neurocirurgia HCFMUSP ou de instituição conveniada segundo prévio contato
Estágio para Residentes HCFMUSP: 2o e 4o anos

Programa de Estágio: Neurocirurgia Funcional
Avaliação do Residente de Neurocirurgia: Prova escrita, prova prática e conceito (conforme regras da comissão de residência médica FMUSP)

Atividades de residente de 2o ano

Duração: 3-4 meses
Dedicação exclusiva: 60 horas semanais

Atividades Práticas

Atividades de Enfermaria

Atender os pacientes internados nas enfermaria do Instituto de Psiquiatria (2o andar e 3o andar – enfermaria Metabólica – quando houver pacientes neurocirúrgicos internados e UTI da Divisão de Neurocirurgia Funcional).
Ser responsável pela preparação e apresentação dos casos na visita médica geral da Enfermaria da Divisão de Neurocirurgia Funcional

Atividades Ambulatoriais
Ambulatórios da Divisão de Neurocirurgia Funcional conforme tabela de atividades semanais
Expectativa de Aprendizado e Responsabilidades

  1. Ser capaz de conduzir o pré e pós operatório de pacientes submetidos aos procedimentos neurocirúrgicos funcionais conforme as peculiaridades de cada procedimento, incluindo ter conhecimento das avaliações necessárias para o paciente ser operado e estar informado dos protocolos de pesquisa que envolvam pacientes internados e cuidados no período pós operatório e rotinas de antibiótico profilaxia atuais.
  2. Ser Capaz de atender um paciente em regime ambulatorial, produzir uma história clínica completa e objetiva assim como proceder o exame neurológico, fazer diagnóstico sindrômico, nosológico, topográfico e eventualmente etiológico das síndromes neurológicas comuns da especialidade. Solicitar exames pertinentes e interpretá-los de acordo com as hipóteses diagnósticas.
  3. Zelar pelo nome da instituição e seu membros assim como o patrimônio físico do hospital

Objetivos Teóricos
Ter conhecimentos básicos sobre as síndromes neurológicas próprias da espacialidade:

  1. Fisiopatologia e taxonomia da dor: Sensibilização central e periférica, alodínea, hiperalgesia, hiperpatia; neurotransmissores, receptores e mecanismos intracelulares envolvidos na transdução e transmissão da dor e mecanismos plásticos relacionados à cronificação da dor.
  2. Principais síndromes dolorosas crônicas: dor neuropática, dor musculoesquelética, dor relacionada ao câncer, dor facial: desde a apresentação clínica, achados de exame neurológico, diagnóstico diferencial, exames complementares e tratamento medicamentoso.
  3. Tratamento cirúrgico da dor: procedimentos e técnica, indicações e resultados esperados.
  4. Importância da reabilitação no tratamento da dor.
  5. Fisiopatologia e taxonomia da espasticidade: Mecanismos de sensibilização central e periférica. Diferenciação entre padrões de espasticidade por lesão medular e encefálica.
  6. Principais síndromes espásticas: desde a apresentação clínica, achados de exame neurológico, diagnóstico diferencial, exames complementares e tratamento medicamentoso e cirúrgico.
  7. Fisiopatologia e taxonomia dos movimentos anormais: neurotransmissores, receptores e mecanismos intracelulares envolvidos na gênese das síndromes rígido-acinéticas e hipercinéticas.
  8. Principais síndromes rígido-acinéticas e hipercinéticas: Parkinsonismos e diagnóstico diferencial, distonias focais e generalizadas, discinesias faciais: desde a apresentação clínica, achados de exame neurológico, diagnóstico diferencial, exames complementares e tratamento medicamentoso.
  9. Tratamento cirúrgico dos movimentos anormais: procedimentos e técnica, indicações e resultados esperados.
  10. Importância da reabilitação no tratamento dos movimentos anormais.

Avaliação escrita: 3-4 Questões dissertativas no final do período do estágio
Avaliação prática:
Serão avaliados durante o estágio (nota 1):

  1. Freqüência
  2. Pontualidade
  3. Desempenho na condução dos casos
  4. Responsabilidade para com os pacientes
  5. Participação em visitas médicas e reuniões científicas
  6. Assistência didática aos internos, residentes e outros profissionais da equipe de saúde
  7. Relação médico-paciente
  8. Relação multiprofissional
  9. Postura ética e capacidade de administrar conflitos
  10. Evolução do conhecimento ao longo do estágio

Prova prática (nota 2)

Em um dos últimos 5 dias do estágio será realizada a prova prática.

A prova será atendimento de um paciente de dor, espasticidade ou movimentos anormais, diagnóstico diferencial, história exame físico e neurológico e indicação do tratamento.

A nota prática será a média aritmética entre os aspectos julgados acima e a prova prática

Ao final do estágio o residente deve ser capaz de:

Nível: R2

  1. Obter história, exame físico e avaliar a validade de exames complementares de pacientes com as principais síndromes supracitadas.
  2. Indicar e manusear medicamentos para cada condição citada.
  3. Indicar procedimentos cirúrgicos para condições supracitadas e resultados esperados.

Atividades de residente de 3o ano
  1. TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR
  2. 1. Ressuscitar o paciente de acordo com ATLS ® diretrizes
    • Manter o nível de oxigenação do paciente
    • Administrar líquidos IV para o paciente
    • Manter normotensão no paciente
    • Identificar todas as outras lesões
    • Priorizar os ferimentos do paciente

    2. Imobilizar a coluna em um paciente com uma suspeita  de lesão espinhal no local do acidente e durante o processo de avaliação
    • Identificar lesões potencialmente instáveis ​​ na coluna vertebral
    • Reconhecer que o paciente inconsciente pode ter uma lesão da medula espinhal
    • Reconhecer que qualquer movimento do paciente pode resultar em lesão neurológica
    • Realizar imobilização da coluna vertebral
    • Manter a imobilização durante procedimentos de imagem e até que a estabilidade seja comprovada

    3. Examinar o paciente
    • Avaliar pontuação do paciente ÁSIA / Frankel
    • Realizar uma avaliação neurológica completa
    • Avaliar o paciente para a lesão secundária
    • Identificar choque medular

    4. Solicitar exames de Imagens na ordem apropriada
    • Ordem de raios-x, tomografia computadorizada, ressonância magnética e outras modalidades de imagem com base em indícios, limitações de tempo e disponibilidade
    • Reconhecer as características radiográficas de instabilidade vertebral
    • Reconhecer edema medular e hematoma

    5. Classificar a lesão de acordo com a morfologia de fratura, instabilidade e estado neurológico
    • Identificar a história e, quando possível, o mecanismo de lesão
    • Descrever a lesão com base em uma classificação baseada em imagem morfológica ( AO / TLICS )
    • Reconhecer instabilidade da coluna
    • Avaliar o estado neurológico e identificar compressão neural

  3. TUMORES
  4. 1. Reconhecer a possibilidade de tumor espinhal em um paciente que apresenta sintomas comuns da patologia da coluna vertebral
    • Reconhecer que os sintomas podem ser inespecíficos, mas verificar a localização de sinais ( Reconhecer sinais de alerta)
    • Reconhecer que uma apresentação de emergência neurológica pode ser o primeiro sinal de um tumor espinhal
    • Identificar os pacientes que estão em risco de tumor espinhal
    • Investigar sintomas na coluna em pacientes com câncer o mais cedo possível

    2. Estabelecer um diagnóstico com base no resultado  histológico e definir plano de tratamento apropriado
    • Solicitar e interpretar exames de sangue e exames de imagem para confirmar tumor espinhal
    • Solicitar ou realizar uma biópsia para obter um diagnóstico do tecido
    • Reconhecer que os achados histológicos determinam o plano de tratamento
    • Realizar estadiamento local e sistêmico
    • Colaborar com médicos oncologistas e radioterapeutas

    3. Otimizar a condição física do paciente antes do tratamento,
    • Identificar e resolver comorbidades médicas, estado nutricional, estado hematológico, coagulograma, e tratamento prévio

    4. Reconhecer a presença ou a possibilidade de instabilidade da coluna
    • Identificar instabilidade da coluna com base nos sintomas e nos exames de imagem
    • Verificar instabilidade, como parte do plano de tratamento.

  5. DEFORMIDADE
  6. 1. Analisar a história e exame físico do paciente apresentando deformidade da coluna vertebral
    • Descrever os sistemas de classificação para a escoliose, cifose, espondilolistese, e deformidades craniocervical
    • Identificar condições e fatores do paciente que possam causar deformidade progressiva
    • Reconhecer as características físicas de uma condição subjacente
    • Examine se há sinais de desequilíbrio da coluna vertebral
    • Realizar um exame neurológico completo

    2. Ordenar e interpretar imagens apropriadas para avaliar o equilíbrio da coluna vertebral, flexibilidade e anomalias na medula espinhal
    • Medir e interpretar anomalias estruturais, grau de deformidade da coluna vertebral, desequilíbrio, flexibilidade e instabilidade
    • Reconhecer qualquer patologia subjacente e associados

    3. Avaliar o paciente em termos de história natural, limitações médicas, as preocupações do paciente, e as expectativas de tratamento
    • Considere a história natural da doença de base
    • Considere possíveis incapacidades e funcionais que podem surgir se a deformidade não é tratada

    4. Usar medidas de resultados para avaliar a eficácia das intervenções
    • Usar ferramentas de avaliação validados antes e depois de todas as intervenções
    • registrar pacientes em um banco de dados e manter a longo prazo de acompanhamento

  7. DOENÇAS DEGENERATIVAS
  8. 1. Analisar o histórico do paciente e exame físico
    • Avaliar a dor do paciente
    • Avaliar as limitações do paciente e seu impacto na qualidade de vida
    • Avaliar situação psicossocial do paciente e sua relevância
    • Avaliar comorbidades relevantes
    • Reconhecer achados anormais na história, incluindo "bandeiras vermelhas"  (sinais de alerta)
    • Realizar um exame clínico abrangente
    • excluir as causas “não espinhais” para lombalgia

    2. Usar ferramentas adequadas de diagnóstico.
    • Encomendar estudos de imagem apropriadas com base na história e exame físico
    • Usar ferramentas de diagnóstico adicionais, se indicadas
    • Criticamente avaliar a utilização de testes invasivos
    • Reconhecer as limitações de cada ferramenta de diagnóstico
    • Correlacionar os resultados do testes de diagnóstico com os achados clínicos

    3. Usar de decisão baseada em evidência ao recomendar intervenções cirúrgicas  ou tratamento conservador
    • Revisar criticamente os benefícios e riscos de cada intervenção cirúrgica e não cirúrgica
    • Selecionar tratamento cirurgico e conservador com base na melhor evidência disponível.
    • Considerar as expectativas e preferências do paciente no tratamento
    • Considerar as implicações psicossociais, culturais e éticos do tratamento recomendado

    4. Uso adequado tratamentos não-cirúrgicos
    • Iniciar o tratamento médico e físico adequado, com base nas evidências disponíveis
    • Reconhecer a importância de uma abordagem multidisciplinar

    5. Usar medidas de resultados para avaliar a eficácia de cada intervenção
    • Usar ferramentas de avaliação validados antes e após a intervenção
    • Registrar pacientes em um banco de dados e manter o acompanhamento

  9. DOENÇAS INFECCIOSAS
  10. 1. Analisar a história e exame físico com um alto índice de suspeita para infecções primárias e secundárias na coluna
    • Reconhecer que os sintomas da infecção podem ser inespecíficos, o que pode atrasar o diagnóstico
    • Identificar os pacientes com alto risco de infecção na coluna ( sianis de alerta)

    2. Solicitar e interpretar testes de diagnóstico para confirmar a infecção e identificar o agente causador
    • Solicitar e interpretar exames hematológicos, microbiológicos e de imagem para confirmar a infecção da coluna vertebral
    • Isolar e identificar o organismo causador por aspiração ou biópsia, se possível
    • Identificar doença concomitante se presente

    3. Prescrever a terapia adequado baseada em evidências e realizar profilaxia pré-operatória
    • Prescrever tratamento antimicrobiano adequado de acordo com a sensibilidade do organismo isolado e / ou diretrizes baseadas em evidências

  11. DOENÇAS METABÓLICAS, INFLAMATÓRIAS E GENÉTICAS
  12. 1. Reconhecer a possibilidade de osteoporose na coluna ao avaliar qualquer paciente
    • Identificar qualquer história de fraturas de baixa energia prévias
    • Identificar fraturas por osteopenia e insuficiência
    • Identificar os fatores que afetam a densidade óssea
    • Considere quantificar a massa óssea antes de recomendar intervenções cirúrgicas

    2. Solicitar exames apropriados para determinar a massa óssea e para investigar e tratar doenças que causam osteoporose
    • Descrever as diferenças entre vários métodos de quantificação de massa óssea
    • Reconhecer as causas mais comuns de medicina de osteoporose e osteomalácia e solicitar testes bioquímicos.
    • Consultar colegas médicos para tratamento da osteoporose.

    3. Reconhecer a presença de comorbidades que podem influenciar o metabolismo ósseo
    • Reconhecer condições médicas que afetam o metabolismo ósseo
    • Reconhecer que algumas drogas terapêuticas podem afetar a massa óssea
    • Usar uma abordagem multidisciplinar para otimizar o tratamento de co-morbidades médicas

Atividades de residente de 4o ano

O residente do quarto ano deve possuir e aprofundar seus conhecimentos em todas as competências do residente do 3o ano e mais:

  1. TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR
  2. 1. Aplicar baseada em evidências a tomada de decisão para o manejo do paciente
    • Escolha a melhor opção de tratamento cirúrgico e não cirúrgico para cada paciente
    • Selecione o tratamento com base na evidência disponível
    • Considere o prognóstico para o déficit neurológico

    2. Reduzir / descompactar / estabilizar adequadamente
    • Considere e aplicar estratégias para minimizar a lesão de tecidos moles
    • Realizar técnicas de redução de fraturas
    • Realizar técnicas de descompressão
    • Realizar técnicas de estabilização
    • Decidir o momento ideal para a intervenção
    • Reconhecer as diferenças regionais / juncional
    • Reconhecer a osteoporose vertebral, se presente
    • Procure preservar a função em níveis não lesados

    3. Colaborar no plano de reabilitação para o paciente
    • Prevenir e gerir as consequências dos déficits neurológicos
    • Reconhecer a importância de preservar os níveis proximal cervical no paciente tetraplégico
    • Implementar um plano que visa a mobilização precoce
    • Colaborar com os médicos de reabilitação
    • Reconhecer e tratar de questões psicossociais
    • Reconhecer e tratar de questões profissionais e familiares

    4. Identificar e gerenciar complicações postinjury e pós-operatório
    • Considere os riscos potenciais do tratamento cirúrgico e não cirúrgico
    • Reconhecer complicações mais cedo possível
    • Tratar complicações prontamente
    • Procure preservar o movimento e alinhamento da coluna vertebral

  3. TUMORES
  4. 1. Recomendar o tratamento com base em análise de risco vs benefício
    • Pesar os benefícios, riscos e disponibilidade de cada opção de tratamento
    • Considere o impacto de cada tratamento.
    • Reconhecer os objetivos do tratamento para os tumores primários e metastáticos

    2. Realizar intervenções cirúrgicas específicas
    • Realizar o planejamento pré-operatório adequado e intervenções
    • Antecipar possíveis complicações intra-operatórias
    • Envolver outros especialistas cirúrgicos, conforme exigido
    • Planejar e implementar uma técnica de reconstrução e estabilização com base na ressecção e método escolhido.

    3. Antecipar e gerir a complicações pós-operatórias
    • Reconhecer aumento do risco de problemas de feridas com cirurgia ou radioterapia prévia e com os pacientes em má condição física
    • Reconhecer aumento do risco de complicações durante a ressecção e reconstrução
    • Abordar complicações pós-operatórias cedo
    • Reconhecer doença recorrente

  5. DEFORMIDADES
  6. 1. Use decisão baseada em evidência fazendo ao recomendar intervenções operacionais e conservador
    • Revisar a literatura publicada e analisar criticamente os benefícios e riscos de qualquer intervenção recomendada
    • Discutir as expectativas de tratamento com o paciente
    • Explique os riscos e benefícios do tratamento recomendado

    2. Executar com segurança adequados procedimentos cirúrgicos
    • Realizar avaliação pré-operatória para determinar tempo e objetivos da cirurgia
    • Realizar a técnica adequada para a correção da deformidade específica e / ou
    descompressão da medula espinhal, com a participação de outros especialistas como apropriado.

    3. Gerenciar complicações intra e pós-operatório
    • Monitorar função da medula espinhal no intra-operatório, se for viável
    • Identificar  infecção,  perda da correção, a perda de fixação, falha de fusão, e lesão neurológica precocemente  e iniciar tratamento imediato.

  7. DOENÇAS DEGENERATIVAS.
  8. 1. Selecionar e executar procedimentos cirúrgicos adequados para indicações específicas
    • Selecione o procedimento mais adequado cirúrgico para cada paciente com base na melhor evidência disponível
    • Reconhecer o momento ideal para cada procedimento cirúrgico
    • Selecione a abordagem cirúrgica mais apropriada
    • Certificar-se de uma técnica adequada é utilizada para cada procedimento
    • Aplicar princípios sólidos biológicos e biomecânicos para cada procedimento
    • Considere o alinhamento da coluna vertebral e os parâmetros espino-pelvicos

    2. Prevenir / gerenciar complicações operatórias e pós-operatórias
    • Utilizar medidas para evitar complicações evitáveis
    • Reconhecer e gerenciar complicações intra-operatórias
    • Identificar precocemente as complicações pós-operatórias e tratar prontamente
    • Identificar e tratar de complicações pós-operatórias tardias.

  9. DOENÇAS INFECCIOSAS
  10. 1. Avaliar as indicações para a intervenção cirúrgica e realizar procedimentos cirúrgicos adequados
    • Considere a intervenção cirúrgica para a compressão neurológica, instabilidade vertebral, e desbridamento cirúrgico.

    2. Gerenciar complicações pos-infecciosas
    • Investigar deformidade e déficit neurológico e tratar prontamente

    3. Gerenciar infecção pós-operatória
    • Identificar problemas de feridas cedo e tratar prontamente
    • Investigar a perda de fixação ou o fracasso da fusão devido a possível infecção e tratar prontamente.

    F. DOENÇAS METABOLICAS, INFLAMATÓRIAS E GENÉTICAS.

    1. Aplicar técnicas adequadas quando instrumentação da coluna vertebral osteoporótica ou gestão de fraturas osteoporóticas agudas
    • Considerar o papel do aumento do corpo vertebral para agudos fraturas osteoporóticas

    2. Reconhecer a possibilidade de falha de instrumentação da coluna vertebral osteoporótica e planejar estratégias para compensar
    • Realizar instrumentação longa e fixação sacro-pelvica adicional quando indicado
    • Informar o doente da morbidade associada às longas fixações
    • Considere a terapia médica e biológica adjuvante para a consolidação da fratura e fusão

Duração: 3-4 meses
Dedicação exclusiva: 60 horas semanais

Atividades Práticas

Atividades de Enfermaria
Orientar o atendimento dos pacientes internados nas enfermaria do Instituto de Psiquiatria (2o andar e 3o andar – enfermaria Metabólica – quando houver pacientes neurocirúrgicos internados e UTI da Divisão de Neurocirurgia Funcional).
Orientar a preparação e apresentação dos casos na visita médica geral da Enfermaria da Divisão de Neurocirurgia Funcional
Conhecer em detalhes todos os pacientes internados no complexo HCFMUSP sob assistência do grupo de neurocirurgia funcional.

Atividades Ambulatoriais
Ambulatórios da Divisão de Neurocirurgia Funcional conforme tabela de atividades semanais

Atividades operatórias
Ser capaz de indicar e discutir indicações de procedimentos cirúrgicos funcionais comumente realizados na especialidade
Ser capaz de realizar procedimento de biópsia cerebral ou ressecção de lesão guiada por método estereotáctico e navegação frameless, incluindo a fixação esquelética, esteroimagem, programação computacional e manual dos alvos, realização do procedimento operatório com cuidados de assepsia, coleta de material, ter noção de como lidar com complicações hemorrágicas perioperatórias e preenchimento de dados nos impressos relacionados ao procedimento.
Ser capaz de assistir procedimentos mais complexos como cirurgias funcionais para tratamento de dor, espasticidade, movimentos anormais e compreendê-los, desde e aplicação de radiofreqüência, estimulação e registro intra-operatórios, medidas de impedância tecidual e seu significado alem da montagem do equipamento necessário para uma cirurgia de rotina.

Expectativa de Aprendizado e Responsabilidades

  1. Ser capaz de conduzir o pré e pós operatório de pacientes submetidos aos procedimentos neurocirúrgicos funcionais conforme as peculiaridades de cada procedimento, incluindo ter conhecimento das avaliações necessárias para o paciente ser operado e estar informado dos protocolos de pesquisa que envolvam pacientes internados e cuidados no período pós operatório e rotinas de antibiótico profilaxia atuais.
  2. Ser Capaz de atender um paciente em regime ambulatorial, produzir uma história clínica completa e objetiva assim como proceder o exame neurológico, fazer diagnóstico sindrômico, nosológico, topográfico e eventualmente etiológico das síndromes neurológicas comuns da especialidade. Solicitar exames pertinentes e interpretá-los de acordo com as hipóteses diagnósticas.
  3. Zelar pelo nome da instituição e seu membros assim como o patrimônio físico do hospital

Objetivos Teóricos
Ter conhecimentos básicos sobre as síndromes neurológicas próprias da espacialidade:

  1. Fisiopatologia e taxonomia da dor: Sensibilização central e periférica, alodínea, hiperalgesia, hiperpatia; neurotransmissores, receptores e mecanismos intracelulares envolvidos na transdução e transmissão da dor e mecanismos plásticos relacionados à cronificação da dor.
  2. Principais síndromes dolorosas crônicas: dor neuropática, dor musculoesquelética, dor relacionada ao câncer, dor facial: desde a apresentação clínica, achados de exame neurológico, diagnóstico diferencial, exames complementares e tratamento medicamentoso.
  3. Tratamento cirúrgico da dor: procedimentos e técnica, indicações e resultados esperados.
  4. Importância da reabilitação no tratamento da dor.
  5. Fisiopatologia e taxonomia da espasticidade: Mecanismos de sensibilização central e periférica. Diferenciação entre padrões de espasticidade por lesão medular e encefálica.
  6. Principais síndromes espásticas: desde a apresentação clínica, achados de exame neurológico, diagnóstico diferencial, exames complementares e tratamento medicamentoso e cirúrgico.
  7. Fisiopatologia e taxonomia dos movimentos anormais: neurotransmissores, receptores e mecanismos intracelulares envolvidos na gênese das síndromes rígido-acinéticas e hipercinéticas.
  8. Principais síndromes rígido-acinéticas e hipercinéticas: Parkinsonismos e diagnóstico diferencial, distonias focais e generalizadas, discinesias faciais: desde a apresentação clínica, achados de exame neurológico, diagnóstico diferencial, exames complementares e tratamento medicamentoso.
  9. Tratamento cirúrgico dos movimentos anormais: procedimentos e técnica, indicações e resultados esperados.
  10. Importância da reabilitação no tratamento dos movimentos anormais.
  11. Conhecimento dos princípios do método estereotáctico e neuronavegação, e entender a disposição dos referenciais para cada método de imagem e suas limitações e possíveis fontes de erros e identificá-los e contorná-los.
  12. Conhecer princípios básicos sobre neuromodulação aplicados à neurocirurgia funcional para tratamento de síndromes neurológicas comuns da especialidade.
  13. Conhecer princípios básicos sobre radiofreqüência, medidas de impedância tecidual, equipamentos necessários para sua aplicação em neurocirurgia funcional para tratamento de síndromes neurológicas comuns da especialidade.
  14. Desenvolver Monografia sobre um tema selecionado pelo assistente responsável ou pelo Professor da Disciplina ou manuscrito científico em língua inglesa orientado para publicação em revistas científica da área.

Avaliação escrita: 3-4 Questões dissertativas no final do período do estágio

 

Avaliação prática:

Serão avaliados durante o estágio (nota 1):

  1. Freqüência
  2. Pontualidade
  3. Desempenho na condução dos casos
  4. Responsabilidade para com os pacientes
  5. Participação em visitas médicas e reuniões científicas
  6. Assistência didática aos internos, residentes e outros profissionais da equipe de saúde
  7. Relação médico-paciente
  8. Relação multiprofissional
  9. Postura ética e capacidade de administrar conflitos
  10. Evolução do conhecimento ao longo do estágio

Prova prática (nota 2)

Em um dos últimos 5 dias do estágio será realizada a prova prática.

A prova será atendimento de um paciente de dor, espasticidade ou movimentos anormais, diagnóstico diferencial, história exame físico e neurológico e indicação do tratamento.

A nota prática será a média aritmética entre os aspectos julgados acima e a prova prática